Nesta sexta-feira, dia 23, a Lua encontra-se na fase nova. O alinhamento entre o satélite, a Terra e o Sol impede a visualização da face iluminada a partir da superfície terrestre, tornando o astro praticamente invisível a olho nu. A data marca um dos momentos-chave do ciclo lunar, que se repete, em média, a cada 29,5 dias.
Fases principais em janeiro de 2026
O calendário lunar do primeiro mês de 2026 já foi calculado com base no chamado mês sinódico. As transições mais relevantes ocorrem nas seguintes datas e horários (em horário de Brasília):
Lua cheia: 3 de janeiro, às 7h02
Lua minguante: 10 de janeiro, às 12h48
Lua nova: 18 de janeiro, às 16h51
Lua crescente: 26 de janeiro, às 1h47
Esses momentos são resultado da posição relativa dos três corpos celestes. A fase cheia surge quando o hemisfério voltado para a Terra recebe iluminação total do Sol; a minguante indica o declínio da área iluminada; a nova ocorre quando o satélite se alinha entre a Terra e o Sol; e a crescente representa o aumento gradativo da luminosidade visível.
Entenda o ciclo lunar
Cada ciclo, conhecido como mês sinódico, dura aproximadamente 29 dias e 12 horas. Durante esse período, a quantidade de luz solar refletida pela superfície lunar varia conforme o ângulo de incidência observado da Terra. O processo pode ser dividido em quatro fases principais — nova, crescente, cheia e minguante — e em quatro intermediárias — crescente côncava, crescente gibosa, minguante gibosa e minguante côncava.
As mudanças no aspecto do satélite são facilmente perceptíveis em noites de céu limpo. No Hemisfério Sul, a parte iluminada da Lua crescente aparece voltada para a esquerda; no Hemisfério Norte, para a direita. Essa diferença ocorre devido ao ponto de vista oposto dos observadores nos dois hemisférios.
Impactos da Lua nova na natureza
Durante a Lua nova, o alinhamento gravitacional entre o satélite e o Sol intensifica a atração sobre os oceanos, originando as chamadas marés vivas. Nesses períodos, a amplitude das marés atinge valores superiores à média, fenómeno que se repete também na Lua cheia.
Imagem: Tecnologia Inovação Notícias
Além de influenciar o nível dos mares, a ausência de luz noturna proveniente do satélite afeta o comportamento de várias espécies. Animais marinhos, como corais e moluscos, sincronizam ciclos reprodutivos com a escuridão da Lua nova. Tartarugas marinhas aproveitam a menor luminosidade para desovar, reduzindo o risco de predadores orientados pela luz.
Curiosidades científicas sobre o satélite
A Lua é o único satélite natural da Terra e possui diâmetro equivalente a cerca de um quarto do planeta. A distância média é de 384.400 km, mas varia em função da órbita elíptica: no perigeu, aproxima-se de 363 mil km; no apogeu, pode alcançar 405 mil km.
Outro fenómeno marcante é a rotação síncrona. O satélite leva o mesmo tempo para completar uma volta em torno do próprio eixo e outra em torno da Terra, motivo pelo qual sempre vemos a mesma face. A região oposta, popularmente chamada de “face oculta”, recebe luz solar, mas só é observável por meio de sondas ou dispositivos espaciais.
A relação gravitacional entre a Terra e a Lua influencia as marés, porém não há evidências científicas de que as fases lunares afetem diretamente o humor, a saúde ou o comportamento humano.
Com dados astronómicos já projetados, interessados em acompanhar o céu noturno podem planejar observações com antecedência. A fase nova desta sexta-feira marca o início de mais um ciclo, que culminará na Lua cheia de 3 de janeiro de 2026, evento que, se o clima permitir, será visível em todo o território brasileiro.





