Lua nova de 19 de janeiro altera marés e inicia novo ciclo lunar

blog de notícias sobre tecnologia e inovação

São Paulo, 19 de janeiro de 2026 — A Lua encontra-se hoje na fase nova, condição em que o satélite permanece praticamente invisível a olho nu por estar alinhado com o Sol. O fenômeno marca o ponto de partida de um novo mês sinódico, ciclo que dura em média 29,5 dias e define as quatro fases principais observadas da Terra.

Calendário lunar de janeiro de 2026

As mudanças de fase deste mês ocorrem nas seguintes datas e horários, pelo fuso de Brasília:

• Lua cheia: 3 de janeiro, 7h02

• Quarto minguante: 10 de janeiro, 12h48

• Lua nova: 18 de janeiro, 16h51

• Quarto crescente: 26 de janeiro, 1h47

Embora a virada para a Lua nova tenha ocorrido ontem às 16h51, os efeitos visuais prolongam-se por algumas noites. Assim, neste dia 19 o disco lunar continua oculto ou com iluminação mínima, mantendo o céu noturno mais escuro.

Como cada fase se forma

A aparência da Lua depende da posição relativa entre o satélite, a Terra e o Sol:

Quarto crescente — Sucede à Lua nova e exibe iluminação progressiva, indicando o aumento da área visível.

Lua cheia — O hemisfério voltado para o planeta recebe luz solar completa, tornando o disco totalmente brilhante.

Quarto minguante — A luminosidade retrocede, sinalizando o fim do ciclo.

Lua nova — O satélite coloca-se entre a Terra e o Sol; a face iluminada fica oposta ao observador, impedindo a visão direta.

Impacto sobre marés e ecossistemas

Durante a Lua nova ocorrem as chamadas marés vivas, caracterizadas por maior amplitude entre as preamares e baixamares. A combinação de forças gravitacionais do Sol e da Lua intensifica a movimentação das águas, fenómeno que se repete na Lua cheia.

A variação de nível influencia atividades humanas como navegação, pesca e gerenciamento costeiro. Em portos de mar aberto, a previsão dessas oscilações é essencial para operações de carga e descarga de navios.

Lua nova de 19 de janeiro altera marés e inicia novo ciclo lunar - NewsUp Brasil

Imagem: NewsUp Brasil

O ciclo lunar também condiciona o comportamento de diversas espécies. Corais, moluscos e peixes sincronizam processos reprodutivos com o escuro profundo da Lua nova, quando predadores visuais ficam em desvantagem. Tartarugas marinhas aproveitam o ambiente menos iluminado para desovar, reduzindo a exposição a ameaças naturais e antrópicas.

Dados orbitais do satélite

A Lua possui diâmetro correspondente a cerca de um quarto do terrestre e orbita a uma distância média de 384.400 km. Por apresentar órbita elíptica, aproxima-se até 363 mil km no perigeu e afasta-se até 405 mil km no apogeu.

O satélite executa rotação síncrona, levando o mesmo tempo para girar em torno do próprio eixo e para completar uma volta ao redor do planeta. Essa característica faz com que sempre vejamos a mesma face iluminada, enquanto a região oposta — popularmente chamada de “lado oculto” — continua fora do alcance da observação direta.

Observação no Hemisfério Sul

No Hemisfério Sul, a superfície iluminada da Lua crescente aparece voltada para a esquerda, variação oposta à percebida no Hemisfério Norte. A diferença decorre do ângulo de observação e da posição do observador sobre o globo terrestre.

Mesmo na Lua nova, astrónomos amadores podem acompanhar a evolução do ciclo utilizando aplicativos de efemérides ou instrumentos ópticos adequados. Em noites de céu limpo, a primeira fração iluminada deverá surgir ainda esta semana, à medida que o satélite se afasta do alinhamento com o Sol.

A data de hoje, portanto, marca não apenas o início de um novo ciclo lunar, mas também um período de maior variação das marés e de ajustes comportamentais na fauna marinha. O próximo marco visível será o quarto crescente em 26 de janeiro, quando metade do disco estará novamente iluminada.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *