A Lua atinge a fase nova neste sábado, 24 de janeiro de 2026, quando o satélite se alinha entre a Terra e o Sol e deixa de ser visível a olho nu. O evento inaugura mais um ciclo de aproximadamente 29,5 dias, período médio conhecido como mês sinódico.
Datas das principais fases em janeiro
De acordo com a divisão tradicional do ciclo lunar, as quatro fases principais ocorrem nas seguintes datas e horários (hora de Brasília):
Lua cheia: 3 de janeiro, às 7h02;
Lua minguante: 10 de janeiro, às 12h48;
Lua nova: 18 de janeiro, às 16h51;
Lua crescente: 26 de janeiro, às 1h47.
A alternância entre essas etapas resulta da posição relativa do trio Terra-Sol-Lua, que determina a quantidade de superfície iluminada visível do planeta. A Lua crescente sucede a nova, a cheia ocupa o ponto médio do ciclo e a minguante antecipa o reinício do processo.
Efeitos da Lua nova sobre marés e ecossistemas
Durante a Lua nova, a força gravitacional do Sol atua na mesma direção que a força exercida pela Lua. Essa soma de influências gera as chamadas marés vivas, caracterizadas pela maior diferença entre maré alta e baixa. O fenômeno repete-se na Lua cheia, quando o satélite e a estrela estão em lados opostos da Terra, mas igualmente alinhados.
A ausência de luminosidade noturna impacta vários organismos marinhos. Corais, moluscos e alguns crustáceos aproveitam a escuridão para sincronizar ciclos reprodutivos. Tartarugas marinhas, por exemplo, costumam deixar ovos nas praias durante noites de Lua nova, reduzindo a exposição a predadores.
Características físicas do satélite
Único satélite natural do planeta, a Lua possui diâmetro de cerca de 3.474 km, valor próximo a um quarto do diâmetro da Terra. A distância média entre ambos é de 384.400 km, mas o trajeto elíptico provoca variações: no perigeu (ponto mais próximo), a proximidade pode atingir 363 mil km, enquanto no apogeu (ponto mais distante) chega a aproximadamente 405 mil km.
A rotação síncrona faz com que a Lua complete uma volta em torno de si mesma no mesmo tempo em que circunda a Terra. Por isso, a mesma face permanece voltada para o observador terrestre. A face oposta, frequentemente chamada de “lado oculto”, também recebe luz solar, mas só pode ser registrada por sondas e satélites artificiais.
Imagem: Tecnologia Inovação Notícias
Observação no Hemisfério Sul
No Hemisfério Sul, a iluminação da Lua crescente surge à esquerda do disco lunar, padrão inverso ao observado no Hemisfério Norte. Essa diferença deve-se ao ponto de vista geográfico, não a alterações no corpo celeste.
Mitos e evidências científicas
A influência gravitacional do satélite é suficiente para deslocar enormes massas de água, mas não há comprovação de que as fases lunares alterem diretamente humor, saúde ou comportamento humano. Estudos clínicos e estatísticos não encontraram vínculo consistente entre o ciclo lunar e variáveis como partos, acidentes ou distúrbios psiquiátricos.
Como acompanhar as fases
Quem pretende registrar as mudanças no céu pode recorrer a aplicativos de astronomia, calendários impressos ou observação direta, preferencialmente longe de fontes de luz artificial. No caso da Lua nova, a ausência de brilho facilita a visualização de planetas, estrelas de menor magnitude e objetos de céu profundo.
O próximo momento favorável para observar o disco lunar iluminado será em 26 de janeiro, quando a fase crescente exibirá cerca de metade da superfície refletindo a luz solar. A etapa facilita o reconhecimento de crateras e mares lunares com binóculos ou telescópios amadores.
Com a progressão do calendário, o ciclo reinicia em fevereiro, mantendo o intervalo médio de 29,5 dias até a ocorrência da Lua nova subsequente. Esse ritmo constante serve de referência para pesquisas astronômicas, tradições culturais e planejamento de atividades que dependem da variação das marés.





