Meta entrega internamente os primeiros modelos avançados de IA e projeta lançamentos até 2025

Imagem representando tecnologia e inovação

A Meta concluiu a primeira fase de desenvolvimento dos seus novos sistemas de inteligência artificial. Segundo o diretor de tecnologia Andrew Bosworth, os modelos foram disponibilizados às equipas internas neste mês, marcando o primeiro resultado do Meta Superintelligence Labs, unidade criada no ano passado para acelerar pesquisas em IA.

Entrega dos primeiros modelos

Em conferência de imprensa realizada antes do Fórum Económico Mundial, em Davos, Bosworth relatou que a equipa vem trabalhando há cerca de seis meses e ainda não finalizou o projeto. Mesmo assim, os modelos já se mostraram “muito bons”, afirmou o executivo, sem detalhar números de desempenho nem especificar quais soluções foram liberadas.

Informações publicadas em dezembro indicavam que a empresa tinha dois projetos prioritários: um modelo de texto conhecido internamente como “Avocado”, previsto para o primeiro trimestre deste ano, e uma versão especializada em imagem e vídeo sob o codinome “Mango”. Questionado sobre essas iniciativas, Bosworth não confirmou se elas fazem parte do pacote entregue.

A divulgação reforça a mudança de estratégia conduzida pelo presidente-executivo Mark Zuckerberg, que reorganizou a liderança de IA, criou o novo laboratório e passou a oferecer pacotes de remuneração elevados para atrair especialistas. O objetivo é posicionar a Meta de forma competitiva num mercado liderado por empresas como Google e outras desenvolvedoras de modelos transformadores.

Desafios pós-treinamento e cronograma

Embora considere promissor o resultado inicial, Bosworth destacou que o trabalho de pós-treinamento é extenso. “Há uma quantidade enorme de etapas para tornar o modelo utilizável internamente e, sobretudo, acessível ao consumidor”, explicou. Segundo ele, 2025 deverá ser um ano “extremamente caótico” para a empresa, devido à expansão de infraestrutura, contratação de energia e consolidação do laboratório.

O executivo projeta que, entre 2026 e 2027, as aplicações de IA voltadas ao utilizador final estarão mais maduras. Nos testes atuais, as soluções já respondem a perguntas cotidianas de forma satisfatória, mas ainda precisam evoluir em pedidos complexos. “Os próximos dois anos serão cruciais para lançar produtos de consumo”, resumiu.

Contexto competitivo

A Meta enfrenta pressões significativas após críticas ao desempenho do modelo Llama 4, considerado abaixo da performance de rivais recentes. As novas apostas em IA pretendem recuperar terreno numa disputa que envolve avanços rápidos e elevada rentabilidade potencial.

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Imagem: NewsUp Brasil

Além do investimento em software, a empresa mantém o foco em hardware integrado. Os óculos inteligentes Ray-Ban Display, que utilizam recursos de inteligência artificial, são o principal experimento comercial no momento. A expansão internacional do dispositivo foi suspensa neste mês para garantir o atendimento da procura nos Estados Unidos.

Próximos passos

Sem revelar datas específicas de lançamento público, Bosworth reforçou que a Meta pretende transformar os modelos agora entregues em serviços e produtos voltados ao consumidor. A expectativa é colher retornos financeiros a partir de 2025, aproveitando a infraestrutura que está a ser montada este ano.

Enquanto isso, o Meta Superintelligence Labs continua a contratar especialistas e a testar novas arquiteturas de IA. A empresa avalia que o ritmo de inovação no setor exige ciclos de desenvolvimento curtos e integração constante entre software, hardware e capacidade computacional.

Para o mercado, a entrega interna destes primeiros modelos sinaliza que a Meta mantém o compromisso de competir na linha de frente da inteligência artificial, apesar da pressão de gigantes como Google e das críticas recentes aos seus algoritmos.

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