A brasileira Nicole Silveira garantiu o terceiro lugar na penúltima etapa da Copa do Mundo de skeleton, disputada nesta sexta-feira, 9 de janeiro, em St. Moritz, Suíça. Aos 31 anos, a atleta gaúcha completou as duas descidas na tradicional pista Olympia Bobrun em 2min22s18 e somou pontos decisivos para a classificação aos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, cuja abertura está marcada para 6 de fevereiro de 2026.
Pódio rende 200 pontos e salto para o top 10
O bronze conquistado assegurou 200 pontos no ranking mundial e elevou Nicole à 10.ª posição, agora com 808 pontos acumulados na temporada. A vitória em St. Moritz ficou com a belga Kim Meylemans, que registrou 2min21s01, seguida pela norte-americana Kelly Curtis, prata com 2min22s12. A diferença entre Nicole e a campeã foi de pouco mais de um segundo.
Durante a prova, a brasileira ainda marcou o terceiro melhor tempo individual do dia, cravando 1min10s80 na segunda descida. O desempenho reforçou a consistência da atleta na pista suíça, considerada o berço da modalidade e com cerca de 1.200 metros de extensão.
Esta é a segunda vez que Nicole sobe ao pódio em St. Moritz e a terceira medalha em etapas de Copa do Mundo: além do bronze atual, ela já havia repetido o resultado no mesmo local e em Pyeongchang, Coreia do Sul, na temporada anterior.
Foco na última etapa em Altenberg
A janela de classificação olímpica se encerra em 18 de janeiro. Antes disso, os atletas terão uma última oportunidade de pontuar na etapa de Altenberg, Alemanha, com início em 16 de janeiro. Caso mantenha a posição no ranking, Nicole consolidará a presença na equipe que representará o Brasil na próxima edição dos Jogos de Inverno.
Após a prova, a piloto destacou a importância do resultado. “Essa medalha é muito importante para mim, porque mostra tudo o que estou sacrificando e todo o esforço que estou fazendo. É o caminho certo e tudo está valendo a pena”, afirmou em vídeo divulgado nas redes sociais.
Trajetória e preparação
Nascida em Rio Grande, Rio Grande do Sul, Nicole Silveira iniciou a carreira no skeleton em 2016, depois de passagem pelo bobsled. Desde então, passou a treinar em bases na Europa e na América do Norte para ganhar experiência em diferentes pistas de gelo. A temporada atual concentra-se na obtenção da vaga olímpica e na melhoria do posicionamento no ranking da Federação Internacional de Bobsled e Skeleton (IBSF).
Imagem: Últimas Notícias
O ciclo de 2025-2026 tem exigido deslocamentos constantes entre etapas da Copa do Mundo, além de sessões de preparação física voltadas para explosão, controle de trenó e leitura de curvas. A equipe brasileira conta com apoio logístico do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG).
Pista histórica influencia desempenho
Construída em 1904, a Olympia Bobrun é a pista natural mais antiga do mundo e foi palco do surgimento do skeleton. Suas características, que incluem curvas de alta velocidade e trechos ao ar livre, exigem precisão milimétrica dos pilotos. O resultado em St. Moritz costuma ser considerado um indicativo técnico relevante, pois o gelo natural muda de densidade ao longo do dia, aumentando o desafio.
Próximos passos
Com a classificação praticamente encaminhada, Nicole ajusta o calendário para manter o ritmo competitivo e evitar desgastes antes da data-limite. A estratégia envolve sessões de treino leve na Suíça, deslocamento para a Alemanha e reconhecimento da pista de Altenberg, conhecida por trechos técnicos e variações de inclinação.
A definição oficial da lista de atletas qualificados para a Olimpíada será divulgada pela IBSF após o encerramento da etapa alemã. Caso confirme a vaga, Nicole representará o Brasil em sua segunda participação olímpica, depois da estreia em Pequim 2022.





