Pixel 10 Pro recebe novo chip Tensor G5 e aposta pesada em IA

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O Pixel 10 Pro chega ao mercado como vitrine da estratégia da Google para integrar inteligência artificial (IA) ao quotidiano dos utilizadores. O aparelho mantém o design familiar da linha, mas introduz o processador Tensor G5, fabricado pela TSMC, e reúne uma série de recursos de software concebidos para exibir a mais recente suíte de IA da empresa.

Hardware evolui com Tensor G5 e suporte a Qi2

Em termos físicos, a geração 2024 traz mudanças pontuais. O modelo padrão ganha câmara teleobjetiva, enquanto toda a família adota o Pixelsnap, solução magnética compatível com o padrão Qi2 que amplia a oferta de carregadores e suportes. No caso do Pixel 10 Pro, há ecrã mais brilhante, incremento de memória RAM e o módulo “Pro Camera”.

O destaque do conjunto é o Tensor G5. Produzido agora pela TSMC, o chip promete desempenho superior em tarefas de IA e executa de fábrica o modelo Gemini Nano. A Google afirma que a nova plataforma é mais eficiente e oferece ganhos tanto em processamento local de IA como em consumo energético, embora testes independentes de longo prazo ainda estejam em curso.

Inteligência artificial assume o protagonismo

Vários recursos estreiam ou são expandidos na linha Pixel 10. Magic Cue é o mais visível: a ferramenta identifica contexto entre aplicações e sugere ações, como mostrar contactos, reservas ou recomendações ao detetar conversas sobre esses temas. A funcionalidade opera hoje em apps da Google — Messages, Gmail, Keep, Calendar, Capturas de ecrã e Contactos — e, nos ensaios iniciais, exibiu resultados precisos com pedidos de dados e indicações de restaurantes, mas falhou ao cruzar informações de e-mails sobre entregas.

Nem todos os serviços de IA chegam simultaneamente a todos os países. Exemplos como Daily Hub, que resume compromissos do dia, e edições conversacionais no Google Fotos estão disponíveis apenas nos Estados Unidos. A tradução em chamadas, por sua vez, já funciona globalmente, preservando o timbre da voz original, mas ainda possui catálogo restrito de idiomas; em testes, a conversa inglês-francês fluiu bem, enquanto a combinação inglês-hindi, marcada como prévia, apresentou inconsistências.

Outro elemento é o Gemini Live. Com a câmara aberta, o recurso identifica objetos em tempo real e oferece instruções, como orientar a limpeza de auriculares ou sugerir utensílios de cozinha. A ferramenta reconheceu corretamente um brinquedo Pokémon e acessórios de café, porém confundiu um Pixel 9 Pro XL com um aparelho da OnePlus.

Há ainda inovações pontuais: inserção de música em gravações de voz, integração de capturas e transcrições ao NotebookLM (pré-instalado) e utilitários de escrita no Gboard. Para incentivar o uso, cada Pixel 10 Pro inclui um ano do plano Google AI Pro sem custo adicional.

Câmera reforça software e alcança zoom de 100x

O sensor principal do Pixel continua a produzir imagens contrastadas, característica da marca, mas o avanço maior vem de algoritmos. O Super Res Zoom atinge agora 100x e aplica modelos de IA para compor detalhes em fotografias distantes; o sistema guarda simultaneamente versões processadas e originais, permitindo comparar resultados. A estabilização manual continua crítica em ampliações máximas.

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Imagem: Internet

O modo Retrato passa a oferecer capturas em 50 MP, embora ainda exiba falhas ocasionais na separação entre sujeito e fundo. Já o Best Take analisa sequências de fotos em grupo e seleciona automaticamente aquela em que todos olham para a câmara; na ausência de um quadro ideal, o software combina rostos de diferentes tomadas para formar a imagem final.

Para utilizadores que pretendem aprimorar a composição, a Google introduz o Camera Coach. Ao tocar no ícone dedicado, o sistema avalia a cena e sugere estilos de enquadramento, ângulos ou poses. A função Get Inspired gera exemplos criados por IA, fornecendo modelos visuais, mas ocasionalmente apresenta sugestões sem relação com o elemento em foco ou poses artificiais.

Completa o pacote o modo Action Pan, que aplica desfoque de fundo a objetos em movimento, destacando carros, ciclistas ou animais em corrida. Nos primeiros ensaios, o efeito trouxe resultados consistentes, preservando nitidez no sujeito e conferindo sensação de velocidade.

Posicionamento na família Pixel

A diferença entre Pixel 10 Pro e Pixel 10 Pro XL limita-se praticamente ao tamanho do ecrã, à capacidade da bateria e ao carregamento sem fio de 25 W presente apenas no XL. A decisão de compra, portanto, recai sobre preferência de ergonomia e autonomia, pois ambas as variantes partilham o mesmo processador, câmaras e funções de IA.

Com hardware incremental e foco na inteligência artificial, a Google aposta que o smartphone se tornará mais útil ao longo do tempo, recebendo novidades por atualização. O êxito dessa abordagem dependerá da expansão de idiomas, da liberação global dos serviços e do desempenho efetivo do Tensor G5 nas tarefas diárias dos utilizadores.

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