São Paulo reforça vacinação contra sarampo e febre amarela até 24 de janeiro

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A cidade de São Paulo iniciou na segunda-feira, 12 de janeiro, uma mobilização para ampliar a cobertura vacinal contra o sarampo e a febre amarela. A ação, programada para ocorrer até 24 de janeiro, concentra-se em pontos de grande circulação da capital, como estações de metrô, terminais de ônibus e áreas comerciais.

Campanha mira locais de grande circulação

Equipes de saúde foram distribuídas em estações selecionadas da rede metroviária e de transporte coletivo, com o objetivo de facilitar o acesso da população às doses. Segundo a Prefeitura, a escolha desses locais busca atingir pessoas que, por rotina de trabalho ou estudo, enfrentam dificuldade em comparecer a unidades tradicionais durante o horário comercial.

Além dos postos móveis, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) mantêm a aplicação regular das vacinas ao longo da campanha. O município informou que o abastecimento de doses foi reforçado para evitar interrupções e filas prolongadas.

Objetivo é impedir a reintrodução do sarampo

De acordo com o Ministério da Saúde, a iniciativa responde à confirmação de dois casos importados de sarampo registrados em abril e dezembro do ano passado no Estado de São Paulo. A pasta destaca que, desde 2024, o Brasil é considerado livre da circulação endêmica do vírus pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), status que exige vigilância contínua para ser mantido.

A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado, Tatiana Lang, afirmou em entrevista à Rádio Eldorado que “o sarampo é uma ameaça real” e que a melhor forma de bloqueio é garantir altas taxas de imunização. A especialista reforçou que a vacina tríplice viral permanece disponível em toda a rede pública e declarou não haver barreiras de estoque para atender à demanda.

Atualização da caderneta contra febre amarela

O mesmo calendário contempla a febre amarela. A Prefeitura esclarece que não há surto da doença na capital, mas a estratégia serve para atualizar carteiras de vacinação desatualizadas. A dose é recomendada para quem ainda não recebeu a imunização completa, respeitando as indicações do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Autoridades sanitárias alertam que a circulação do vírus da febre amarela silvestre em áreas próximas à Região Metropolitana mantém o risco de transmissão, especialmente em períodos de aumento de deslocamentos para regiões de mata.

Dia D de vacinação em 24 de janeiro

O encerramento da mobilização está marcado para 24 de janeiro, data definida como “Dia D”. Nessa ocasião, postos fixos e móveis funcionarão em horário estendido, incluindo fins de tarde e início da noite, para atender quem não conseguiu comparecer nos dias úteis anteriores.

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A Secretaria Municipal de Saúde aconselha que os cidadãos levem documento de identificação e a carteira de vacinação, quando disponível, para facilitar a checagem das doses necessárias. Profissionais nos pontos de aplicação farão a avaliação do histórico vacinal e indicarão a imunização adequada caso haja pendências.

Recomendações de segurança e prevenção

Especialistas reforçam medidas complementares de prevenção, como higienização frequente das mãos e isolamento de pessoas com sintomas suspeitos de sarampo, entre eles febre acompanhada de manchas avermelhadas na pele e tosse persistente. No caso da febre amarela, recomenda-se evitar áreas de mata sem proteção contra picadas de mosquitos, principalmente para quem não está vacinado.

A diretora do CVE lembra que a vacinação é gratuita e continua disponível mesmo após o período da campanha. Segundo ela, quem não puder comparecer aos postos móveis deve procurar a UBS mais próxima para atualizar o esquema vacinal.

A Secretaria Municipal de Saúde divulgará relatórios parciais sobre a adesão do público durante a iniciativa. As informações servirão para orientar ações futuras e para avaliar a efetividade do bloqueio contra o sarampo e da atualização contra a febre amarela na capital paulista.

Para dúvidas adicionais, a população pode consultar os canais oficiais da Prefeitura de São Paulo ou ligar para o telefone 156, que oferece orientações sobre endereços e horários de funcionamento dos pontos de vacinação.

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