O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) iniciou nesta segunda-feira, 19 de janeiro, o período de inscrições para a edição 2026. Até as 23h59 de 23 de janeiro, estudantes interessados em vagas em instituições públicas de ensino superior podem cadastrar-se exclusivamente pelo portal Acesso Único, administrado pelo Ministério da Educação (MEC).
Vagas, requisitos e cronograma
O programa oferece 274,8 mil vagas distribuídas em 7.399 cursos de graduação, mantidos por 136 universidades e institutos federais, estaduais e municipais de todas as regiões do país. A única exceção é Rondônia, que não participa desta edição.
Podem concorrer candidatos que:
- tenham concluído o ensino médio;
- tenham obtido nota superior a zero na redação;
- possuam resultado em pelo menos uma das três últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2023, 2024 ou 2025).
Resultado da chamada regular: 29 de janeiro.
Matrículas: a partir de 2 de fevereiro, conforme calendário de cada instituição.
Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de fevereiro.
Assim como em 2024 e 2025, o Sisu 2026 terá apenas uma edição anual. Os aprovados iniciarão o curso no primeiro ou no segundo semestre, dependendo da oferta de turmas definida pela universidade ou instituto.
Como funciona a seleção
Durante os cinco dias de inscrição, cada candidato pode escolher até dois cursos. A ordem de preferência pode ser alterada a qualquer momento até o encerramento do prazo. O sistema classifica os inscritos de forma automática, considerando a nota do Enem e os pesos atribuídos por cada curso.
Estratégias para melhorar a posição
Dados do processo seletivo indicam que conhecer a dinâmica de atualização das notas de corte e utilizar as ferramentas do sistema de forma estratégica ajuda a aumentar as chances de aprovação. Veja as principais orientações:
1. Acompanhar a nota de corte diariamente
O Sisu recalcula a nota mínima necessária em cada curso todas as madrugadas, refletindo a movimentação de inscritos. A variação é constante: a pontuação pode subir ou descer conforme candidatos entram ou trocam de opção. Monitorar esses valores permite avaliar se a posição é competitiva ou se é preciso ajustar a estratégia.
2. Ajustar opções de curso sempre que necessário
Não há limite para alterar as preferências. Caso a nota de corte de um curso suba além da pontuação do candidato, a recomendação é considerar outra graduação ou instituição com exigência compatível. Manter duas escolhas distintas aumenta as possibilidades de ingresso.
3. Avaliar os pesos das áreas do Enem
Cada universidade define quanto vale a pontuação em linguagens, ciências humanas, ciências da natureza, matemática e redação. Um candidato com desempenho superior em uma área pode alcançar melhor classificação em instituições que atribuem maior peso àquele componente. Consultar os pesos antes de escolher o curso ajuda a otimizar a candidatura.
Imagem: Internet
4. Observar a lista de classificação parcial
Após confirmar as opções, o sistema indica a colocação provisória em relação às vagas ofertadas. Permanecer próximo da linha de corte sinaliza possibilidade real de aprovação ou de convocação posterior pela lista de espera.
5. Manter a inscrição e aguardar chamadas posteriores
A rotatividade das vagas é elevada: desistências, matrículas não efetivadas e mudanças de curso abrem novas oportunidades. Candidatos que não forem selecionados na chamada regular podem manifestar interesse na lista de espera dentro do prazo divulgado.
Etapas após o resultado
Os selecionados na chamada regular devem efetuar matrícula diretamente na instituição, apresentando documentação exigida no edital. Quem não comparecer dentro do período estabelecido perde a vaga.
Já os participantes da lista de espera serão convocados pelas universidades a partir de fevereiro, em datas definidas por cada campus. As orientações de matrícula e os prazos são divulgados nos portais das próprias instituições.
Impacto da mudança nas regras
Esta é a primeira edição em que o Sisu aceita as três notas mais recentes do Enem. Até 2025, apenas quem havia feito a prova no ano imediatamente anterior podia inscrever-se. A alteração amplia o universo de concorrentes e permite que estudantes planejem múltiplas tentativas de ingresso.
Com o aumento do intervalo de validade da nota, especialistas recomendam que o candidato avalie se o desempenho obtido em edições anteriores continua competitivo para o curso desejado. Caso contrário, refazer o Enem pode ser uma estratégia para melhorar a pontuação e, consequentemente, a posição na lista de classificação.
As inscrições continuam abertas até 23 de janeiro. Após esse prazo, o sistema travará alterações, e as opções registradas até 23h59 serão consideradas definitivas para a classificação final.





