Trump impõe tarifa de 25% a países que negociem com o Irã

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (12) a aplicação imediata de uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais realizadas pelos Estados Unidos com qualquer país que mantenha relações econômicas com a República Islâmica do Irã.

Medida abrange todo o comércio com os EUA

De acordo com a declaração publicada pelo chefe de Estado em sua rede social, a sobretaxa incide sobre “todas as transações” envolvendo nações que continuem a negociar com Teerã. Trump destacou que a ordem tem efeito imediato e classificou-a como “definitiva e irrecorrível”.

Embora o anúncio não detalhe setores ou valores específicos, a determinação abrange a totalidade do comércio bilateral entre Washington e qualquer parceiro que mantenha vínculos econômicos com o regime iraniano. O impacto potencial inclui exportações, importações e demais operações que envolvam empresas estabelecidas nos países afetados.

Contexto de protestos e tensão interna no Irã

A decisão de Trump foi divulgada em meio a uma das maiores ondas de protestos já registradas na República Islâmica nos últimos anos. Desde domingo (11), atos favoráveis e contrários ao governo têm ocorrido em diversas cidades iranianas. Organizações não governamentais relatam ao menos 600 mortes provocadas por ações das forças de segurança contra manifestantes.

Além das manifestações antigovernamentais, grupos pró-regime também saíram às ruas para contestar o caráter violento dos protestos recentes. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reconheceu a legitimidade de protestos pacíficos, mas atribuiu os distúrbios a supostos “terroristas estrangeiros” interessados em justificar uma intervenção dos Estados Unidos e de Israel.

Ameaças de intervenção e contatos com opositores

Nos últimos dias, o chefe da Casa Branca intensificou a retórica contra Teerã, indicando possuir “opções muito fortes”, inclusive militares. Trump afirmou ainda manter contatos com líderes da oposição iraniana, sem revelar nomes ou estruturas envolvidas nessas conversas.

Washington já conduz uma política de pressão máxima sobre o Irã desde a retirada unilateral do acordo nuclear em 2018. As sanções norte-americanas abrangem setores como petróleo, finanças e transportes, procurando restringir o acesso iraniano a divisas e impedir o desenvolvimento de atividades nucleares consideradas sensíveis.

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Repercussões possíveis na economia global

A nova tarifa eleva o risco de impactos em cadeias de abastecimento globais. Países com forte intercâmbio comercial com os Estados Unidos e presença relevante no mercado iraniano podem ter de reavaliar contratos, rotas de exportação e parcerias estratégicas. Setores como energia, indústria química e metais figuram entre os mais suscetíveis.

Analistas observam que o mecanismo anunciado por Trump amplia o alcance das sanções existentes, pois penaliza não apenas empresas iranianas ou de propriedade iraniana, mas também terceiros que insistam em manter laços econômicos com Teerã. Na prática, a medida tende a isolar ainda mais a economia do país do Golfo Pérsico.

Próximos passos e monitoramento

Autoridades dos Estados Unidos não divulgaram, até o momento, cronograma de fiscalização nem diretrizes operacionais para recolhimento da tarifa. O Departamento do Tesouro é responsável pela aplicação das sanções norte-americanas e deverá atualizar orientações para importadores, exportadores e instituições financeiras.

Ao mesmo tempo, governos potencialmente afetados analisam respostas diplomáticas ou jurídicas à imposição da sobretaxa. A Organização Mundial do Comércio (OMC) pode ser instância de contestação, embora processos dessa natureza costumem se prolongar por anos.

Enquanto isso, a situação interna no Irã permanece volátil. Relatórios de organismos de direitos humanos apontam para aumento do uso de força letal contra manifestantes, enquanto relatos de detidos e feridos continuam a surgir. A comunidade internacional acompanha o desenvolvimento dos protestos e a evolução das medidas adotadas por Washington.

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