Pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, foram transferidos para outra área do próprio hospital depois que técnicos identificaram um foco de piolhos de pombo na terça-feira (26).
Transferência temporária garante segurança
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), responsável pela gestão do hospital, informou que a infestação ocorreu numa sala que não estava ocupada pelos recém-nascidos. Ainda assim, como medida preventiva, todos os bebês foram removidos para um setor adjacente a fim de evitar qualquer risco de contaminação.
Segundo a Ebserh, nenhum dos pacientes apresentou sinais de infecção ou reação relacionada à praga. A área afetada passou por processo de dedetização ainda na terça-feira, e a previsão é de que os recém-nascidos retornem à UTI original nesta quinta-feira (28), após nova avaliação das condições sanitárias.
A equipe do hospital manteve assistência integral durante a mudança, sem interrupção de atendimentos, exames ou visitas permitidas para familiares. A instituição destacou que o episódio foi pontual e controlado rapidamente.
Hospital reforça limpeza e avalia serviço de falcoaria
Como resposta adicional, o Hospital das Clínicas intensificou a frequência de higienização das áreas internas e adotou barreiras físicas para impedir a entrada de aves. Colaboradores e familiares também estão recebendo orientações sobre cuidados preventivos, incluindo descarte correto de resíduos e vigilância constante de possíveis pontos de acesso de pombos.
Entre as ações em estudo está a contratação de um serviço de falcoaria, recurso já utilizado em outras unidades de saúde da capital mineira, como a Santa Casa e o Hospital João XXIII. A técnica envolve o uso de aves de rapina treinadas, como falcões ou gaviões, para afastar pombos e reduzir a possibilidade de infestações por ectoparasitas.

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A administração do hospital relata ter observado, nos últimos meses, aumento de resíduos e restos de alimentos nas vias próximas à instituição, o que favorece a atração de pombos. A limpeza urbana nessa região é responsabilidade da Prefeitura de Belo Horizonte, que foi questionada sobre o assunto, mas não havia se manifestado até a conclusão deste texto.
Impacto na rotina e próximos passos
Apesar da mudança temporária, a rotina dos profissionais de saúde foi mantida, incluindo suporte respiratório, alimentação e monitorização contínua dos bebês. O hospital frisou que todos os protocolos de biossegurança seguem vigentes, e qualquer novo indício de infestação será tratado de forma imediata.
Após a conclusão da dedetização e das inspeções finais, a previsão é restabelecer a operação regular da UTI neonatal até o final da semana. A Ebserh afirmou que continuará monitorando o entorno do hospital e dialogando com as autoridades municipais para mitigar fatores externos que atraiam aves.
O Hospital das Clínicas da UFMG atende pacientes de alta complexidade de todo o estado e dispõe de uma das maiores UTIs neonatais da região. A unidade recebe bebês prematuros, recém-nascidos com malformações congênitas e casos que exigem cuidados intensivos especializados.