WhatsApp ativa modo de segurança rigorosa para conter ataques avançados

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O WhatsApp apresentou um modo de segurança rigorosa destinado a reforçar a proteção de contas expostas a ameaças cibernéticas de alta complexidade. A medida adiciona novas barreiras contra tentativas de invasão e foi pensada para perfis que lidam com dados sensíveis, como jornalistas, defensores de direitos humanos, políticos ou qualquer utilizador que precise de salvaguardas adicionais.

Camada extra de defesa contra invasores

Segundo a Meta, o novo recurso responde a um cenário em que ataques direcionados e sofisticados se tornam mais frequentes. Ao ser ativada, a segurança rigorosa altera parâmetros chave do mensageiro, minando as principais rotas exploradas por invasores:

1. Bloqueio de mídias de remetentes desconhecidos
Arquivos, fotos, vídeos e pré-visualizações de links enviados por números que não estão na lista de contactos deixam de aparecer automaticamente. Essa restrição corta uma das portas de entrada mais comuns para malware, phishing ou spyware, ao impedir que conteúdos potencialmente nocivos sejam abertos inadvertidamente.

2. Limitação de chamadas e convites para grupos
O modo ajusta as definições de privacidade para que apenas contactos verificados possam iniciar chamadas ou adicionar o utilizador a grupos. Chamadas de números não identificados são silenciadas, reduzindo a exposição a engenharia social e a comunicações indesejadas.

Como ativar a segurança rigorosa

O processo de ativação é simples e está disponível na versão mais recente do aplicativo:

• Abra ConfiguraçõesPrivacidadeConfigurações avançadas.
• Selecione Configurações rigorosas da conta e confirme a alteração.

Depois de aplicada, a proteção permanece ativa até que o próprio utilizador decida revertê-la. A Meta destaca que a função não depende de sistemas operacionais específicos e está a ser distribuída globalmente em todas as plataformas suportadas pelo WhatsApp.

Impacto na experiência diária

O reforço de segurança traz, no entanto, um efeito colateral: a comunicação torna-se menos fluida. Mídias vindas de novos interlocutores exigem ação manual para serem visualizadas, e ligações de números não salvos são bloqueadas por padrão. O WhatsApp reconhece essa limitação e alerta que “a configuração pode reduzir a qualidade da experiência com mensagens e chamadas”.

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Para utilizadores que dependem do mensageiro em contexto profissional — como atendimento ao cliente ou vendas —, a ativação deve ser ponderada, já que a filtragem rigorosa pode atrasar respostas ou bloquear contactos legítimos. Em contrapartida, quem lida com informações sensíveis ganha uma barreira adicional importante e muito bem-vinda num ambiente onde exploits móveis se tornam cada vez mais sofisticados.

Por que o recurso é relevante

A Meta tem reforçado mecanismos de privacidade no WhatsApp ao longo dos últimos anos. Criptografia ponta a ponta, verificação em duas etapas e bloqueio de capturas de ecrã em mensagens temporárias já fazem parte do pacote de segurança do aplicativo. Mesmo assim, ameaças de phishing por anexos, clonagem de conta e espionagem via spyware ainda circulam. A nova funcionalidade foca precisamente nesses vetores, tornando mais difícil que conteúdos maliciosos atravessem o mensageiro.

Especialistas apontam que figuras públicas são alvos frequentes de campanhas sofisticadas, nas quais anexos ou links aparentemente inofensivos instalam software capaz de monitorar comunicações. Ao impedir a visualização automática desse material, o WhatsApp reduz consideravelmente a superfície de ataque.

Disponibilidade e próximos passos

A distribuição do modo de segurança rigorosa começou imediatamente após o anúncio e ocorrerá em fases. Utilizadores que ainda não encontram a opção devem certificar-se de que o aplicativo está atualizado. A Meta não divulgou prazos exatos, mas afirma que a liberação global será concluída “nas próximas semanas”.

O WhatsApp ressalta, por fim, que boas práticas de cibersegurança continuam essenciais: manter o sistema operativo em dia, ativar a autenticação em dois fatores e nunca abrir anexos de remetentes desconhecidos. O novo modo soma-se a esse conjunto de medidas, oferecendo proteção adicional sem custo extra e sem necessidade de ferramentas externas.

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